Magia.
Mesmo com anos de prática é sempre uma coisa nova e carregada de emoção. Á relativamente pouco tempo executei um ritual de feitiçaria chinesa para a prosperidade, acompanhado da minha amiga Kris-L.
Não tinham ainda decorridos dois minutos, quando a minha amiga começou a rir descontroladamente, finalizando num pranto. Não é estranho que isso tenha acontecido. Por muito que pensasse estar preparada, não tinha noção nenhuma da solenidade, intensidade emocional e desgaste associados ao ritual.
O meu único conselho caso lhe aconteça algo semelhante é : não se enerve. A menos que esteja a evocar algum demónio poderoso e o comportamento da pessoa que assiste possa de algum modo quebrar ou romper quaisquer protecções que tenha colocado, não vale a pena enervar-se. A sua perturbação causará mais dano á cerimónia do que qualquer gargalhada, choro, insulto ou comentário.
Pela minha parte, solicitei á divindade alguma compreensão para com a minha amiga, mergulhei os dedos na taça de água e atirei uns pingos de água “benta” para os quatro cantos da sala. O ambiente melhorou imediatamente.
Concluí a cerimónia, acalmei a Kris-L e arrumei tudo.
Minutos depois, for a vez da Kris-L executar o ritual. Realizou-o razoavelmente bem, para uma primeira vez. Aproveitou para pedir desculpas à divindade evocada.
Contrariamente ao habitual, desta vez comi as oferendas e partilhei-as com a Kris-L. Motivo ? Queria que ela experimentasse a diferença que existe entre o gosto de um bolo normal e um bolo que tenha sido oferecido aos deuses ou espíritos. O bolo oferecido não tinha gosto rigorosamente nenhum. A divindade consumiu a energia e o gosto/cheiro da oferenda.
Não acreditam ? Experimentem um dia destes...
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